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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Um pra trás, dois pra frente

Letra e música assustadoramente atuais e precisas.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Prazer o seu, Joe

Lembro do dia
Lembro da noite
Do nascimento
Da explosão silenciosa

E agora o que aconteceria?
Era óbvio mas eu não sabia
O mesmo que acontece com todos nós,
Morreria

O tempo resolve todas as coisas
O tempo resolve todas as coisas?
Não há como aceitar tal glorificação
Matar tudo o que vive não pode ser boa ação

Lutei pela vida
Apostando o coração
Ingênuo do começo ao fim
Errei até quando tinha razão

Oponente difícil, a morte
Porque todos nós lutamos
Mas a exaustão nos entrega à sorte
Azar o meu

Lembro das palavras
E das coisas não ditas
Do futuro logo adiante
Da esperança infinita

Era bonito, radiante
Eu lembro, como em um retrato
Mas o fim é retumbante
Isso é tudo o que me resta

sábado, 27 de setembro de 2014

Banquinho de Pedra

Era uma vez um banquinho de pedra
Era uma vez que se tornaram muitas
Eram dois e um banquinho de pedra
Eram dois que se tornaram um

 Um castelo num banquinho de pedra
Grande e cheio de corredores
Palavras ecoavam como música
Encontravam sentido e ouvidos

Era uma vez um castelo
Crescido num banquinho de pedra
Com dois que se tornaram um
Uma soma perfeita, incomum

O castelo continuava a crescer
E com ele seus corredores
Sem escrúpulos, confundiam
Quem entrava se perdia

A música ficou mais baixa
Palavras já não eram versos
Agora desconexos, cacofonia
No final ninguém ouvia

Um voltou a ser dois
Muitas vezes, sem vez alguma
O silêncio veio a reinar, pois
Sem castelo, ele rugia

Assim, o que era uma vez
Se foi, sem despedida
Mas não o banquinho de pedra
Que continua lá, é a vida