Era uma vez um banquinho de pedra
Era uma vez que se tornaram muitas
Eram dois e um banquinho de pedra
Eram dois que se tornaram um
Um castelo num banquinho de pedra
Grande e cheio de corredores
Palavras ecoavam como música
Encontravam sentido e ouvidos
Era uma vez um castelo
Crescido num banquinho de pedra
Com dois que se tornaram um
Uma soma perfeita, incomum
O castelo continuava a crescer
E com ele seus corredores
Sem escrúpulos, confundiam
Quem entrava se perdia
A música ficou mais baixa
Palavras já não eram versos
Agora desconexos, cacofonia
No final ninguém ouvia
Um voltou a ser dois
Muitas vezes, sem vez alguma
O silêncio veio a reinar, pois
Sem castelo, ele rugia
Assim, o que era uma vez
Se foi, sem despedida
Mas não o banquinho de pedra
Que continua lá, é a vida
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