Finalmente. Demorou bastante desde a última vez que vim aqui. Nem lembrava do último post.
Muita coisa boa e ruim aconteceu nessas últimas semanas. Felizmente mais coisas boas. Coisas muito boas.
Primeiro gostaria de agradecer a todos que foram no churrasco do meu aniversário. Foi um seleto e importante grupo que compareceu, todos com o seu grau de importância na minha vida. É muito legal ter a oportunidade de reunir as pessoas que gostamos todas num mesmo lugar. Fica parecendo um parque de diversões e, como num parque, no final do dia fica a sensação ruim de que você não conseguiu a aproveitar a presença de todos ao máximo. Mas tudo bem. Só de estarem ali já me deixou muito feliz.
E foi importante este churrasco, porque ele foi o primeiro e último churrasco de aniversário que dou. Eu, que há alguns anos torcia o nariz para uma alface, me tornei vegetariano. Completamente. Acabou o salaminho, o bacon, os babyback ribs da vida e os sushis. Tudo isso em prol de algo bem melhor e maior que fica pro próximo post.
Também fico feliz que tenha voltado a me relacionar sadiamente com meu pai. Não sou muito de expor as coisas por aí, mas fiquei muito satisfeito de vê-lo vivendo, sem o "sobre" na frente. Está fazendo obras em casa, está namorando, cuidando da saúde. Tá até malhando! Quem diria que o porquinho que comia um tolete de queijo provolone inteiro de lanche agora está malhando e fazendo check-up. É, os tempos mudam. Mudam tanto que noutro dia, ele mesmo, o porquinho, me trouxe uma notícia no mínimo inesperada: terei um irmão (!). Isso provavelmente ainda irá me render outros posts, então, permitam-me prosseguir.
Quanto ao trabalho, continua tudo na mesma: chato demais. E é a única coisa realmente ruim de todo esse tempo. Não dá retorno, não dá prazer e suga o meu tempo e minha energia. A coisa tá tão preta que já penso em pedir as contas, mesmo sem destino certo.
Mas se tem uma coisa certa, é que nada é pra sempre, e que a vida é cheia de altos e baixos. Como minha mãe disse uma vez, quando era bem pequeno: "feche a mão e olhe pros ossinhos dos dedos. Sempre tem um espaço mais baixo entre as elevações. A vida é assim". Acho que essa foi a coisa mais importante que ela me disse enquanto esteve viva. A outra conclusão que tiro disso, e falo com muito conhecimento de causa, é que nos momentos de dificuldade você aprende mais. As coisas mais importantes são as mais difíceis de conseguir. E isto as torna importantes. Logo é bom ficar atento nestes períodos e aproveitar ao máximo.
Bom, tô falando tudo isso só pra dizer que mesmo fudido de tempo, de ânimo, de saco e de dinheiro (acabei ficando com apenas R$14 na poupança), por intermédio do meu grande e velho amigo Gustavo que indicou o curso e bancou a inscrição para que não deixássemos de ir, eu e Carol nos inscrevemos num curso de meditação. A princípio era uma coisa duvidosa, mas era minha aposta final para tentar relaxar de alguma forma. A rotina estava me corroendo por dentro e por fora. E, se isso não acontecia com a Carol, eu mesmo o fazia, apenas com minhas histórias do meu super emprego. Mas cara... que curso foi esse! A parada é simplesmente inacreditável. Dizer que foi a experiência mais enriquecedora que já me aconteceu está longe de ser o suficiente para descrever este curso de 7 dias. Meus amigos mais próximos sabem do que estou falando e sabem a diferença que experiência nos causou.
O curso que fizemos se chama Yes Plus, da Arte de Viver. A maior ONG do mundo e certamente a mais significativa. Lá aprendemos a ver as coisas de forma diferente. Mudamos perspectivas e fomos incubidos de fazer uma autópsia em nós mesmos, reconhecendo e modificando velhos hábitos que nos consomem e nos causam a palavra mais popular dos últimos anos: estresse. É uma sabedoria tão simples e tão óbvia que parece bobeira. Mas o segredo está no conjunto desse conhecimento com as práticas de yoga e respiração. São coisas complementares. Teoria sem prática não se consome e prática sem conhecimento é um tiro no escuro. Cara, esse é um assunto tão extenso que também dedicarei mais posts a ele. É um investimento que vale a pena. Se qualquer pessoa ler isto e tiver curiosidade em conferir o curso, é lucro para todos (só fazendo o curso você entenderá porque é lucro para todos). Por enquanto me limito a agradecer eternamente ao Gustavo, e ao Rohit e a Shilpa, os 2 indianos mais do que especiais que ministraram o curso.
Continuando meu pequeno grande registro deste período, não posso deixar de falar da viagem de última hora para Paraty. Desde abril meu plano era fazer essa viagem como surpresa para Carol, para irmos na FLIP e ela encontrar o Neil Gaiman. Para isso tive de segurar a informação de que ele viria ao Brasil comigo há 7 chaves. Mas seria igenuidade minha pensar que ela não iria acabar descobrindo e foi o que aconteceu. Então a viagem não foi nenhuma surpresa pra ela. Mas foi surpresa irmos, pois nos decidimos um dia antes. Aliás, recomendo essas lourcuras de última hora para todos. Dá uma sensação de liberdade e foda-se ligado muito boa.
Lá na cidade foi ótimo. Parecia uma cidade do Baldur´s Gate ou coisa parecida. Acho que nunca tinha ido lá antes e acabei me surpreendendo com o clima mágico e aconchegante da cidade. Vimos tanta coisa e andamos tanto que mesmo teno ido no sábado e voltado domingo, ficamos com a sensação de ter ficado uma semana por lá (isto ainda há de acontecer). Foi uma pena o Luis e Paula não terem ido conosco. Também teriam gostado muito (irmos juntos também ainda há de acontecer). Fiquei impressionado com a quantidade de restaurantes convidativos. Todos muito bonitos e com clima agradável. Nosso achado foi um local afastado chamado "O Café". O lugar é pratica

mente um grande jardim, mas muito bem organizado e confortável. Destaque para a lasanha de palmito (sendo o palmito a massa). Maravilhosa.
E o que posso falar das lojinhas de artesanato? Nossa! Descobrimos algumas coisas bem legais. Tinha um cara que fazia arte com moedas vazando-as, muito foda. E tinha um casal - de argentinos, acho eu - que fazia bonecos com arames torcidos e papel vegetal entre outras coisas que era simplesmente demais (veja ao lado).
Da mesma forma, não posso deixar de citar a educação das pessoas de lá. Nunca fui tão bem tratado. Todos parecem solícitos e simpáticos.
Enfim, uma viagem inesquecível.
Ainda há muito pra dizer, mas esse post tá longo demais. É só acompanhar este mesmo batcanal que haverá mais um batpost. Aliás, que filme foda foi aquele? Chega, chega!