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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

The next observer

Começa a sexta temporada. Finalmente. Num momento conturbado como este, sou grato por ter isso para me apegar. É difícil conviver com tantos problemas ao mesmo tempo. Às vezes dá vontade de desistir (como se isso fosse possível). É nessas horas que a gente se agarra no que tem de bom pra tentar retomar o equilibrio. Mas a corda é bamba e nem sempre as coisas boas são boas o tempo inteiro. Ou seja, no final das contas, no fundo, ainda acredito que nascemos e morremos sozinhos. Certas coisas você não tem como dividir com ninguém. O peso é todo o seu.
Sempre fui objetivo e decidido em tudo que fiz, o que já me rendeu muitas coisas boas. Mas não alcancei tudo que eu gostaria e acredito que tenho degraus para subir dos quais nem tenho conhecimento ainda. A verdade é que, mesmo objetivo e decidido, seria mentira dizer que nunca temi o que havia pela frente. Ou melhor, temo pelas minhas próprias atitudes. O próximo passo é sempre um parto. Nunca é fácil de digerir o desconhecido. Nunca se está preparado pra tudo. Na verdade, por mais que você se prepare, sempre haverá a dúvida. Sempre pode dar algo errado. Ao mesmo tempo a ansiedade lhe consome. Até porque as conquistas realizadas nunca são o suficiente. Sempre falta algo. E o pior de tudo é desconhecer esse algo.
E a dor do não vivido se alastra.

Um comentário:

Carol disse...

Ainda bem que suas crises existenciais só duram por alguns minutos. Se não eu teria que repetir todas aquelas coisas de sempre e daria a impressão de que voce já não está cansado de saber... Não bem.